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O que pode melhorar nos sites dos escritórios brasileiros?

Marco Antonio P. Gonçalves


Andei visitando por esses últimos dias os sites de vários dos escritórios que estão presentes no Anuário Os Mais Admirados do Direito 2006, preparado pela Análise Editorial em parceria com o Consultor Jurídico. Mais especificamente, visitei os sites dos primeiros 50-60 colocados no ranking dos 150 maiores, que começa na página 78 do anuário. Tive muitas surpresas positivas e muitas negativas.

No geral, principalmente para o topo do ranking, encontrei muitos sites bem feitos, de fácil navegação, com visual agradável e bem acabado e com muito conteúdo diversificado disponível. Encontrei também alguns sites visualmente primários e outros com muito pouco conteúdo. E por aí vai.

Independente do conteúdo ou do layout, esbarrei em vários erros/falhas que, nos dias atuais, e considerando o potencial da internet para a realização de negócios, são inadmissíveis:

  • Site fora do ar;
  • Erro de acesso a banco de dados, tornando o site inacessível;
  • Erro durante a submissão de um formulário;
  • Ausência de um endereço de e-mail geral de contato;
  • Endereços de e-mail que retornam com mensagem de caixa postal lotada ou de endereço inexistente;
  • Validação mal feita de informações inseridas em formulários;
  • Erro no processamento de arquivos anexados em formulários.

Muitos desses erros são gravíssimos, se pensarmos em um cliente ou um potencial cliente tentando visitar o site ou se comunicar com o escritório. Por outro lado, esbarrei também em alguns pontos considerados problemáticos do ponto de vista da usabilidade (o quão fácil e intuitivo é navegar em um site):

  • Sites com animação Flash de introdução e o clássico link de "pular introdução" (isso é uma prática antiga e totalmente em desuso, só faz irritar o visitante que deseja entrar o quanto antes no site);
  • Sites com escolha de idioma (a coisa mais fácil de fazer é desenvolver o site de modo que ele adivinhe, tecnicamente, o idioma do navegador do visitante, armazene a informação num cookie, e exiba a página no idioma correto);
  • Sites totalmente/parcialmente em Flash (gosto muito de Flash e encontrei sites lindos, só que eles são de atualização difícil/cara e não geram páginas amigáveis para serem indexadas pelo Google).

Enfim, muitos sites já estão totalmente em linha com as tendências mais atuais de usabilidade/navegabilidade, mas outros ainda tem muita estrada para percorrer. Outro dia li algum post lá de fora, onde o profissional de marketing de um desses grandes escritórios comentava sobre o alto grau de importância que o site do escritório dele tinha para o negócio.

Por aqui, aparentemente ainda é fraca a noção de que um site pode contribuir em muito para o negócio de um escritório. Esperamos que isso mude.

Sobre o post

Post originalmente publicado no blog marketingLEGAL em 17/01/2007.

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