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Um olhar profundo sobre o legado familiar na advocacia

Claudia Zardo


Quando o tema é tratado no âmbito mercadológico, Marco Antonio Penna Gonçalves, Especialista em Marketing Jurídico, com vasta experiência no segmento de serviços profissionais, treinamentos técnicos e gerenciais, aponta as possíveis vantagens e desvantagens que um advogado nestas condições pode encontrar no mercado de trabalho.

  • Ser filho de alguém renomado na área do Direito pode ser meio caminho andado na profissão?

    - Ser filho de um grande nome pode ser muito bom, desde que o filho não durma nos louros do pai (ou da mãe) e saiba efetivamente aproveitar a oportunidade. O mercado está cada vez mais concorrido e não são todos os jovens advogados que têm oportunidade de partir na frente. Nesse sentido, o filho deverá se empenhar em mostrar que é mais do que um sobrenome famoso e cultivar seu próprio brilho. Enfim, é muito vantajoso iniciar a carreira ostentando uma "marca" conhecida, mas será preciso agir de acordo.

  • Há uma predisposição dos filhos de juristas para perpetuar a profissão dos pais, mesmo não tendo aptidão para a carreira?

    - Se o pai ou a mãe são nomes conhecidos no mercado da Advocacia e, levando-se em conta o crescente grau de concorrência para qualquer profissão que se escolha, creio haver uma predisposição para que o filho procure perpetuar a profissão da família, ainda que não tenha a devida aptidão. Poderia desenvolvê-la ao longo dos anos? Talvez. Mas considero que possa ser um caminho viável (uma facilidade) caso o filho não tenha aptidão forte para outro tipo de carreira. Por outro lado, considerando o advento e a importância da Advocacia como negócio, um possível caminho seria administrar o escritório dos pais.

  • Para alguém que está começando e é filho de alguém renomado (no Direito), há uma cobrança maior ou mesmo certo preconceito na hora de competir por uma vaga?

    - Idealmente, deve haver cobrança, mas que seja exatamente igual a de todos os demais profissionais que estão competindo por uma vaga, seja para atuar no escritório dos pais ou, por exemplo, no escritório de amigos dos pais. Quanto ao preconceito, entendo que surge exatamente quando não há uma cobrança adequada ou, então, existe um favorecimento explícito. Na prática, o preconceito existe até mesmo quando a cobrança é adequada. Afinal, e independentemente do nível de trabalho, o filho famoso traz um certo peso nas costas que leva, quase de imediato, ao preconceito. Não vejo como escapar disso, mas, por outro lado, se o filho é realmente competente, deixe que os outros pensem o que desejarem. Infelizmente, nesse mundo, quem é bom também é criticado.
Sobre o artigo

Veiculada na publicação:
  • Consulex [29/02/2008]

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