Presença na mídia   « Voltar

Necessidade ou possibilidade?

Alex Souza


(...) Aprofundar o relacionamento com os clientes no sentido de vender outros serviços além daqueles que ele já contrata. Esta é uma das principais estratégias sugeridas pelo administrador Marco Antonio Gonçalves, autor do blog marketingLEGAL e coordenador do grupo virtual de debates Marketing Jurídico Brasil. Ele acredita que, na maioria dos casos, as relações costumam ser focadas apenas no serviço que trouxe o cliente ao escritório. "É preciso saber se ele precisa de outros serviços, ou mais do mesmo. E para isso é necessário conhecê-lo", explica Gonçalves. Conhecer, no caso, significa saber quem é o cliente, o que ele negocia - se for empresa-, quanto fatura, que tipo de serviço contrata.

"A maioria dos escritórios não costuma fazer planejamento algum, simplesmente começa a trabalhar, aceitando qualquer tipo de cliente. Depois de alguns anos forma-se uma carteira que pode ter muitos clientes bons, mas muitos ruins também", diz Gonçalves. E para os advogados e escritórios que estão começando agora e possuem poucos clientes, ou mesmo nenhum, o que fazer? A dica de Gonçalves é planejar, focar e refletir acerca de uma determinada área a ser explorada. Segmentar é a palavra-chave para quem quer crescer. "Ele até pode começar atirando para qualquer lado, mas em paralelo a isso tem de haver algum tipo de projeto com foco. Se não houver foco, fica complicado", opina o administrador.

(...) Marco Antonio Gonçalves define marketing jurídico como "o desenvolvimento de relacionamentos duradouros e mutamente proveitosos entre o escritório ou advogado e seus clientes e potenciais clientes". O autor do blog marketingLEGAL acredita que a confusão envolvendo marketing e propaganda é o grande problema que emperra a aceitação do conceito de marketing jurídico no Brasil. (...)

(...) Gonçalves não acredita que o Código deva receber alterações profundas, já que o "marketing de um escritório não deve ser feito da maneira tradicional de uma empresa de produtos e serviços". Contudo, ele afirma que a OAB não demonstra ter profundo conhecimento sobre o tema pelo fato de em nenhum momento utilizar o termo "marketing" no Código, fazendo uso apenas das palavras "publicidade" e "propaganda". (...)

Sobre o artigo

Veiculada no jornal:
  • Notícias Forenses [Out-Nov/2007]

Novidades por e-mail

Assine o feed RSS ou informe seu e-mail para receber as novidades:



Compartilhe



Em destaque

Marketing na Advocacia


Facebook




Twitter

© 2007-2017. Todos os direitos reservados.