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Estudo revela como corporações selecionam e retêm escritórios de advocacia no Brasil


Um estudo inédito revela que os departamentos legais de empresas no Brasil favorecem trabalhar com um número limitado de escritórios de Advocacia menores e dependem muito de recomendações para selecionar estes escritórios. Representantes de departamentos legais de 112 empresas responderam anonimamente à pesquisa.

O “Estudo brasileiro sobre relacionamento entre departamentos jurídicos e escritórios de Advocacia” realizado pela LexisNexis Martindale-Hubbell - e conduzido pela Gonçalves & Gonçalves Marketing Jurídico - revela quais são os fatores são mais importantes no processo de contratação e manutenção do relacionamento entre empresas e escritórios de advocacia.

O trabalho mostra que as empresas preferem trabalhar com escritórios de menor porte (até 50 advogados) - 33% dos pesquisados preferem trabalhar com pequenos escritórios, enquanto 44% com escritórios médios. Dois terços das empresas pesquisadas (65%) indicaram que preferem trabalhar com até dez escritórios de Advocacia para facilitar a comunicação e gerenciamento.

A maior parte das contratações é resultado de recomendações de advogados de outras empresas (94%), de outros escritórios de Advocacia (86%), e de membros da diretoria da própria empresa (57%).

“Estas escolhas confirmam que os advogados de departamentos jurídicos conversam entre si e trocam experiências. Iniciativas colaborativas como esse estudo e o Fórum de Departamentos Jurídicos (FDJUR) ajudam a construir esses relacionamentos,” afirma Marco Antonio Gonçalves, administrador especializado em marketing e desenvolvimento de estratégias.

Vários critérios de contratação influenciam a decisão final, mas três se destacaram com um grau de importância maior pelas companhias pesquisadas: a) conhecimento legal (99%); b) disponibilidade de serviço para o cliente (98%); c) experiência no setor da empresa (97%).

A cobertura geográfica e uma ampla oferta de especialidades legais - que são características de escritórios de Advocacia maiores - foram consideramos menos importantes para o processo de contratação.

“É essencial que os escritórios de advocacia tenham um entendimento profundo e genuíno do que é mais importante no mercado do cliente,” disse Derek Benton, diretor de operações para a Martindale-Hubbell International.

Apesar de ser uma prioridade na fase de contratação, o conhecimento do Mercado não permanece como o fator mais importante na manutenção do relacionamento. Quase todas (98%) das empresas pesquisadas consideram a qualidade dos serviços prestados como fator importante ou muito importante para dar suporte ao relacionamento com o cliente corporativo. Comunicação frequente (67%) e disponibilidade (65%) foram outros critérios considerados especialmente importantes pelos clientes.

As empresas também dão valor a certas iniciativas tomadas pelos escritórios para melhorar o relacionamento estabelecido, como a melhor adaptação do staff aos projetos (94%); melhor relacionamento ou “química” pessoal (84%); apresentações e treinamentos não cobrados para advogados do departamento jurídico (78%); reuniões, visitas e entrevistas (61%); e pesquisas de satisfação ou processos formais de “feedback” do cliente (57%).

O equilíbrio da relação de valor percebido é outro fator importante no relacionamento entre as empresas e os escritórios de Advocacia. Muitas empresas preferem métodos de pagamento que refletem uma forma de compensação baseada nos resultados do trabalho. Quase metade das empresas (46%) indicou preço fechado ou previamente acordado, enquanto 19% optaram pela modalidade por êxito.

“Até certo ponto, departamentos legais corporativos estão alinhados com iniciativas de outras jurisdições, geralmente tentando balancear os interesses dos clientes e dos escritórios em termos do valor e custo dos serviços legais,” completa Alessandra Machado Gonçalves, sócia executiva da Gonçalves & Gonçalves Marketing Jurídico.

Mais detalhes sobre o estudo:

  • O trabalho foi desenvolvido por meio de um questionário eletrônico baseado na Internet e contou com a participação anônima de representantes de departamentos jurídicos de 112 empresas.

  • Empresas de origem brasileira representaram 54% dos questionários respondidos; subsidiárias de multinacionais estrangeiras representaram 46%.

  • As grandes empresas em operação no país, com faturamento anual acima de R$1 bilhão, tiveram a maior representatividade na pesquisa (44%) e em relação ao setor, o de serviços, um dos que mais cresce no país, foi o principal (26%), seguido pelo de bens de consumo (14%).
Sobre o artigo

Veiculada no site:
  • Espaço Vital [08/04/2010]

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