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Empresas buscam bancas especializadas e pequenas

Fabiana Schiavon


Para garantir o atendimento personalizado, os departamentos jurídicos das grandes empresas buscam como apoio escritórios especializados e de menor porte. Isso é o que mostra o estudo feito pela consultoria britânica LexisNexis Martindale-Hubbell e conduzido pela Gonçalves & Gonçalves Marketing Jurídico, no Brasil. As 112 companhias ouvidas buscam nos seus parceiros conhecimento legal, experiência no setor da empresa e disponibilidade de atendimento. Foram ouvidas, na maioria, empresas de serviço e bens de consumo, com faturamento anual acima de R$ 500 milhões.

Enquanto os departamentos internos das empresas se prendem aos serviços de rotina, os escritórios parceiros surgem para fazer trabalhos mais complexos, na maioria, nas áreas de Direito Tributário, Trabalhista, Contencioso e gestão de risco. Para garantir os bons resultados, os gestores optam pela contratação de até 10 prestadores de serviço que tenham condições de se dedicar exclusivamente a essas demanda. De acordo com o estudo, 33% das companhias contratam escritórios de até 50 advogados. Outros 44%, procuram pelos de médio porte, com menos de 100 profissionais.

Tabela

As exigências feitas pelas empresas não param na contratação. Para manter a parceria, o escritório tem de comprovar a qualidade de seus serviços prestados e manter contato frequente. A preocupação com os resultados também é bem vista. Reuniões, relatórios e treinamentos com os advogados envolvidos comprovam o esforço em manter um bom trabalho. E se não houver “química” entre os profissionais, iniciativas para a troca de staff são bem aceitas por mais de 90% dos gestores jurídicos.

Destaque

Os escritórios que perderam seus contratos com as empresas foram exatamente pela baixa qualidade no atendimento. Porém, a pesquisa também mostra alto índice de companhias que se desligaram do parceiro por problemas de falta de ética, falta de profissionalismo e baixo grau de confidencialidade nas operações.

Destaque

A procura constante pelo serviço de qualidade se reflete até na hora da remuneração. Ao invés de pagar pela hora de trabalho, as empresas preferem uma forma de compensação baseada nos resultados do trabalho. Quase metade das companhias ouvidas prefere um preço fechado previamente. Outras 19% optaram pela modalidade por êxito. A clareza na justificativa dos valores sugeridos também é bem vista pelos departamentos. Como qualquer consumidor, valorizam o esforço na redução de custos dos projetos desenvolvidos.

Destaque


Perfil dos departamentos

Mais de 80% dos departamentos jurídicos têm total autonomia para tomar decisão sobre a contratação dos parceiros. A maior parte das contratações é resultado de recomendações de advogados de outras empresas (94%), de outros escritórios de advocacia (86%) e de membros da diretoria da própria empresa (57%). “Estas escolhas confirmam que os advogados de departamentos jurídicos conversam entre si e trocam experiências”, afirma Marco Antonio Gonçalves, administrador especializado em estratégias de marketing e desenvolvimento de negócios para escritórios de advocacia.

Foram ouvidas para o estudo, 112 empresas das quais 54% têm origem brasileira. Outras 46% são subsidiárias de multinacionais estrangeiras. As grandes empresas em operação no país, com faturamento anual acima de R$1 bilhão, tiveram a maior representatividade na pesquisa (44%). Mantidos para atender somente às demandas de rotina, os departamentos jurídicos dessas empresas não têm grandes estruturas, sendo que 78% deles trabalham com até 10 advogados. Só 8% atuam com mais de 30 profissionais. As companhias também não veem necessidade de expandir as equipes. Dos 28% dos que pretendem reduzir o pessoal, deve fazer por problemas econômicos.

Sobre o artigo

Veiculada no site:
  • Consultor Jurídico [10/04/2010]

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